Como fazer boas vendas sem correr riscos de aumentar a inadimplência?

Ser empreendedor e ter sucesso nas vendas é o que muitas pessoas sonham. Mas, para ser um bom empreendedor e vender sem correr riscos de aumentar a inadimplência é como fazer malabarismo: uma arte difícil. Mas, que não é impossível. Desde que haja dedicação.

 

Ao meio uma crise financeira que herdamos do velho ano e, que vivenciamos hoje em nosso país, é preciso saber como vender e receber dos clientes. Principalmente neste período de início de ano, a maioria das empresas sofre com os consumidores inadimplentes, sendo que este é um dos fatores que mais atingem os setores do comércio e de serviços.

 

O empresário deve verificar em que épocas do ano a inadimplência é maior ou menor; número de prestações em atraso; valor médio das prestações em atraso e verificar o tempo de abertura da conta corrente do cliente.

 

Além disso, em empresas dos setores do comércio e de serviços, a inadimplência costuma aumentar nos três primeiros meses do ano, em decorrência das vendas efetuadas no mês de dezembro. Portanto, nesta época, deve-se ser mais rigoroso na concessão de financiamentos, parcelamentos e aceitação de cheques.

 

Também é necessário identificar qual o grau de comprometimento da renda do consumidor, assim como o padrão de comportamento de seus pagamentos passados. Para isso, deve-se fazer algumas exigências, como:

 

1 –  exigir a apresentação de documentos pessoais: R.G. e CPF, confirmando a assinatura dos mesmos;

 

2 – solicitar comprovante de residência: contas de água, luz, telefone etc.;

 

3 – requerer comprovante de renda: recibo de pagamento, declaração de imposto de renda, carteira de trabalho;

 

4 – realizar consulta ao SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, Serasa, usecheque, telecheque, entre outros;

 

5 – trabalhar com cartões de crédito e de débito, pois as taxas cobradas pelas administradoras são compensadas pela garantia de recebimento dos valores.

 

6 – manter os dados pessoais dos consumidores em cadastro próprio, e não no verso do cheque;

 

7 – implante um sistema de cartão próprio, que também é uma das formas de adquirir fidelidade do cliente e diminuir números de cheques devolvidos;

 

8 – Aumente o crédito de acordo com o relacionamento com o cliente. Não abra uma linha de crédito muito grande logo na primeira compra do cliente;

 

9 – forneça nota fiscal: não venda sem nota fiscal. Além de ilegal, deixa você sem nenhum amparo se tiver que acionar o comprador.

 

10 – solicite referências comerciais, bancárias e pessoais.

 

Em suma, após fazer todas as verificações citadas no artigo e for arriscado, não venda. Pois, “não vender” representa um ganho financeiro que sempre deve ser considerado. Portanto, se for arriscado, evite vender para não ter dor de cabeça futuramente.

 

Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário logo abaixo!